A URGÊNCIA DO COMBATE AO FASCISMO NO PARANÁ

A URGÊNCIA DO COMBATE AO FASCISMO NO PARANÁ

Nota conjunta do PCLCP e JCA do Paraná

O ciclo eleitoral deste ano representará um momento-chave na política brasileira, se tornando uma das eleições mais importantes da história recente do país. Ao longo da última década, o rompimento da burguesia com a política de conciliação de classes, a ofensiva imperialista e o golpe de 2016 deram origem à onda fascistizante que levou a extrema-direita, representada por Bolsonaro, à Presidência da República. Neste processo, a classe trabalhadora tem sido duramente golpeada pela espoliação de direitos sociais conquistados, privatizações, imposição do teto de gastos pela EC 95, destruição dos recursos naturais, desemprego cada vez mais alto e precarização do trabalho, aumento do custo de vida, etc. Em quatro anos de mandato de Bolsonaro o medo tomou conta das nossas vidas: insegurança generalizada, aumento da truculência policial, porte de armas indiscriminado, e esses são só alguns dos efeitos desse governo que investe em violência para nos calar!  O Brasil se depara atualmente com o risco concreto de tomada de poder completo pelas milícias, de passarmos ao comando de uma ditadura fascista, caso Bolsonaro e os candidatos alinhados com ele e com esse projeto se elejam.

O total descaso com a vida que representa esse governo vêm colaborando para o sentimento antibolsonarista nas massas brasileiras, que enxergam a candidatura de Lula como principal contraponto à política de destruição nacional, conforme demonstram as pesquisas eleitorais que vêm sendo publicadas desde o início de 2022. A principal tarefa da esquerda na presente conjuntura consiste em unificar o movimento de massas em torno das pautas mais sentidas pela classe, na direção de impor uma derrota às forças golpistas e reacionárias, representadas por Bolsonaro e sua camarilha militar.

Reconhecemos, sem ilusões, que a vitória nas urnas não será suficiente para a derrota das forças reacionárias, devendo se construir um forte movimento de massas e um calendário de lutas unitário das forças de esquerda e movimentos populares para barrar quaisquer iniciativas golpistas e de fechamento de regime, sejam antes, durante ou após as eleições. Assim, nos juntaremos aos movimentos populares e às massas trabalhadoras empenhadas em construir a campanha e garantir a posse de Lula.

Como comunistas, assumiremos e propagaremos as posições mais avançadas apresentadas pelo programa de Lula, como a revogação do Teto de Gastos, na recuperação do emprego, na valorização dos salários, do fortalecimento do papel do Estado no desenvolvimento, associando-as ao combate ao fascismo e ao golpismo representados por Bolsonaro e militares. Buscaremos contribuir para a formação da consciência das massas já propensas ao voto em Lula na direção da organização para impedir tentativas de golpe e na identificação enquanto classe para avançar rumo ao socialismo.

A polarização nacional também traz seus efeitos nos palanques estaduais, e o Paraná é um importante campo de disputa no qual as oligarquias da burguesia local se sentem representadas pelo bolsonarismo. Ratinho Jr segue fielmente o roteiro bolsonarista no estado: é um dos governos que mais promoveu a privatização do patrimônio público, o desmonte e militarização da educação, a precarização do serviço público e o descaso ambiental. O atual governador colocou o estado a serviço de grandes interesses privados, como no caso da contratação de empreiteiras para as obras na orla de Matinhos e na terceirização do ensino estadual por meio de cursos à distância da Unicesumar. Nesse sentido, apoiamos e indicamos o voto em Requião (PT) para o governo do Paraná, que polariza em relação à atual gestão do governo estadual e vem sendo um importante aliado da classe trabalhadora paranaense, opondo-se firmemente ao processo de desmonte do Estado nacional potencializado a partir do golpe de 2016.

Para auxiliar nas importantes tarefas que se impõem diante da conjuntura atual, também defendemos e incentivamos a ampliação de bancadas comprometidas com os interesses da classe trabalhadora paranaense nos parlamentos, que permitam a efetivação das medidas a serem implementadas pelos governos de Lula e Requião e melhorem as condições de organização da classe, abrindo caminho para a derrota do fascismo no país. Para tanto, apoiamos a chapa coletiva encabeçada por Guilherme Mazer (PSOL) para co-deputados estaduais. Mazer está atualmente no mandato coletivo na Câmara Municipal de Ponta Grossa, o primeiro do PSOL no estado, cuja atuação tem sido fundamental na organização das lutas sociais na região e no estado. Os companheiros e companheiras desta candidatura têm o reconhecimento dos movimentos sociais do estado por suas trajetórias como lideranças sociais incansáveis. Para deputada federal apoiamos Carol Dartora (PT), ela que foi a primeira vereadora negra eleita em Curitiba e enfrenta diariamente o racismo institucional da política deste país e tem sempre se colocado bravamente ao lado das pautas das classes populares. Agora é a hora de elegermos a primeira deputada federal negra do PR, uma defensora da democracia, antifascista e feminista! Para o Senado, indicamos o voto na candidatura da Rosane Ferreira (PV), pela chapa da Federação Brasil Esperança (PT-PCdoB-PV), cuja campanha está centrada na mais que necessária defesa do SUS e da democracia.

Nossas posições se pautam pela urgência de fortalecer o campo democrático-popular como forma de barrar a ascensão do fascismo que tem avançado no nosso estado. Sabemos que essa não será uma disputa fácil, a vitória de Lula não está ganha, por isso é momento de concentrar nossos esforços no trabalho de base e diálogo com a população.

Pelos direitos das mulheres, da juventude e do povo trabalhador!

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