59 anos do golpe: NUNCA ESQUECER, JAMAIS PERDOAR!

59 anos do golpe: NUNCA ESQUECER, JAMAIS PERDOAR!

Em memória a quem morreu lutando pela democracia em nosso país. Sem anistia!

Hoje é um dia de memória e luta. Há 59 anos, o golpe militar iniciava uma ditadura que ceifou milhares de vidas em nosso país, além de sufocar as liberdades individuais e a democracia. O regime autoritário, subordinado aos interesses do imperialismo estadunidense, impôs décadas de opressão e atraso à nação brasileira.

A extrema-direita fascista celebra o golpe como uma “revolução” que supostamente salvou o Brasil do “perigo vermelho”. Essas manifestações, crescentes desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, têm sido validadas por figuras públicas como Jair Bolsonaro, que homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a votação do impeachment. De lá para cá, cada vez mais eclodem células nazistas e mais bases de apoio reacionárias por todo o país, da clandestinidade à expressão pública, inclusive no legislativo.

Não podemos esquecer que a ditadura institucionalizou a tortura, a perseguição política e matou quem ousava lutar contra o regime de terror. Passados 59 anos, o Brasil ainda sofre as consequências desse período sombrio. O ex-governo Bolsonaro, legitimado por instituições que supostamente deveriam defender a democracia, foi responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas. Ainda, convocou a população para manifestações contra a democracia, acentuando a escalada autoritária no país.

Luiz Carlos Prestes, há décadas, alertava sobre a conciliação com o movimento golpista durante a chamada redemocratização, denunciando a posição das Forças Armadas como um quarto poder na Constituição de 1988. O Brasil foi redemocratizado sem que uma reforma no Exército Brasileiro fosse realizada para derrubar seu caráter antinacional, antipopular e subserviente às elites nacionais e internacionais. A crítica apontada pelo líder comunista nos anos 80 continua relevante, já que resquícios autoritários persistem no país, como a Lei de Segurança Nacional. A anistia “ampla, geral e irrestrita” concedida ao fim da ditadura militar perdoou os crimes cometidos pelos militares e impediu a devida reparação histórica, que ainda devemos reivindicar. É fundamental que a nação reconheça e enfrente seu passado sombrio, e que a justiça seja feita para construir uma sociedade verdadeiramente democrática.

Não podemos permitir que Bolsonaro e seus aliados fiquem impunes pelos crimes cometidos durante seu mandato, antes ou mesmo depois, incluindo o assassinato de Marielle Franco, o genocídio Yanomami e o atentado contra os três poderes em janeiro de 2023. Devemos lutar incansavelmente pela justiça, para que esses crimes não sejam anistiados. Porém, essa luta contra a injustiça não se resume à condenação de indivíduos, mas se amplia à construção de um sistema político e social que possibilite a verdadeira justiça e igualdade. O horizonte de superação desses problemas é a luta pelo socialismo, pela tomada do poder nas mãos do povo e pela construção de uma sociedade livre de opressão e exploração. Não podemos nos calar diante do fascismo!

A luta por memória, verdade e justiça é fundamental para superarmos os fantasmas do passado e assim construirmos uma sociedade verdadeiramente livre. Combata o fascismo, construa o socialismo!

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