Os trabalhadores da Petrobras estão em greve pela redução do preço do combustível e em defesa da soberania nacional

Os trabalhadores da Petrobras estão em greve pela redução do preço do combustível e em defesa da soberania nacional

Nota de apoio do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes à Greve dos Petroleiros

Você talvez não saiba, mas há 14 dias mais de 20 mil funcionários de 113 unidades da Petrobras estão em greve por diversas razões – e todas elas afetam a sua vida.

A Petrobras é uma empresa criada durante o governo eleito de Getúlio Vargas sob intensa pressão da sociedade e dos movimentos populares para a nacionalização do petróleo brasileiro e seu uso em benefício do povo e da classe trabalhadora. Ela detém o monopólio dos produtos derivados do petróleo no Brasil. Quer dizer que ela tem o poder de definir os preços da gasolina, do diesel, do gás, etc. Ou seja, a administração da Petrobras tem a capacidade de impactar largamente a economia, já que o preço de muitos produtos pode reduzir ou aumentar proporcionalmente ao preço de combustíveis.

Os Petroleiros estão em greve contra o fechamento de unidades e demissão em massa de trabalhadores. Essa desativação de unidades da Petrobras faz parte da política anti-povo e de traição nacional do governo Bolsonaro, seu ministro banqueiro Paulo Guedes e o privatista Castello Branco na presidência da empresa.

O governo está atuando em duas frentes que prejudicam diretamente a classe trabalhadora brasileira. A primeira é a chamada política de “desinvestimento” que implica no fechamento de refinarias e unidades de processamento do petróleo, forçando o Brasil a exportar petróleo cru e importar combustível, deixando o preço na bomba mais caro.

A segunda frente é a paridade do preço da gasolina de acordo com o preço do barril do petróleo internacional. Quem acompanha o noticiário sabe que qualquer acontecimento com algum grau de importância em qualquer parte no mundo pode fazer o barril do petróleo ficar mais caro de uma hora para outra. O resultado disso é que o consumidor no Brasil fica refém de uma variação constante no preço. Essa política começou no governo Temer e foi continuada por Bolsonaro.

O fato é que a Petrobras produz o barril de petróleo com alta qualidade e abaixo do valor de mercado. Por isso, a Petrobras tem o poder de proteger o mercado interno ao mesmo tempo que continua sendo uma empresa altamente lucrativa e competitiva. Bolsonaro e Guedes querem acabar com isso porque os seus chefes estão mandando-os desindustrializar e subordinar o Brasil aos interesses dos EUA. Eles são pivôs de uma recolonização do Brasil pelos ianques mesmo que estejam embrulhados na bandeira nacional.

Por isso, o PCLCP declara o seu veemente apoio à greve nacional dos petroleiros, cujos propósitos só tendem a favorecer o povo brasileiro, tanto na melhoria da sua qualidade de vida, reduzindo o custo das mercadorias pela redução do combustível, quanto pela defesa da soberania nacional e contra os desmandos dos EUA e seu capacho Bolsonaro. Convidamos a todos e todas a se somarem ao movimento e apoiarem a causa dos petroleiros que é, afinal, uma causa de todos os trabalhadores do Brasil.

Brasil, fevereiro de 2020.

Direção Nacional do PCLCP

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